terça-feira, 14 de setembro de 2010

PÓS-HUMANO: SERIA ESSE O NOSSO FUTURO?

CITAÇÕES
“A diferença entre o artificial e o natural desapareceu, o natural foi tragado pela esfera do artificial...” (HANS JONAS 2006:44)
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“Nenhum objeto, nenhum espaço, nenhum corpo é, em si, sagrado; qualquer componente pode entrar em uma relação de interface com qualquer outro desde que se possa construir o padrão e o código apropriados, que sejam capazes de processar sinais por meio de uma linguagem comum.” (DONNA HARAWAY 2009:62)

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“Uma das características mais notáveis desta nossa era (chamem-na pelo nome que quiserem: a mim, ‘pós-moderna’ não me desagrada) é precisamente a indecente interpenetração, o promíscuo acoplamento, a desavergonhada conjunção entre o humano e a máquina. Em um nível mais abstrato, em um nível ‘mais alto’, essa promiscuidade generalizada traduz-se em uma inextrincável confusão entre ciência e política, entre tecnologia e sociedade, entre natureza e cultura.” (TOMAZ TADEU 2009:11)

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“...há muitos entusiastas que estão convencidos de que com computadores mais poderosos e novas abordagens à computação, como as redes neurais, estamos no limiar de uma revolução em que computadores mecânicos alcançarão a consciência. Tem havido conferências e discussões sérias na tentativa de definir se seria moral desligar uma máquina como essa se e quando esse avanço ocorrer, e se precisaríamos atribuir direitos a máquinas conscientes.” (FRANCIS FUKUYAMA 2003:174)

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“Pode uma inteligência criar outra inteligência mais inteligente do que ela própria?” (RAY KURZWEIL 2007:67)

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“Este fenômeno que Turing
havia previsto: o de que a inteligência das máquinas se tornasse tão penetrante, tão confortável e tão bem integrada à nossa economia baseada em informação que as pessoas sequer conseguiriam se dar conta disso.” (RAY KURZWEIL 2007:108)
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“A maioria dos aplicativos de rede neural com base em computadores, hoje, simulam seus modelos de neurônios em software.” (RAY KURZWEIL 2007:118)

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“As ciências da comunicação e a biologia caracterizam-se como construções de objetos tecnonaturais de conhecimento, nas quais a diferença entre máquina e organismo torna-se totalmente borrada; a mente, o corpo e o instrumento mantêm, entre si, uma relação de grande intimidade.” (DONNA HARAWAY 2009:67)


2 comentários:

PROGIAR PMSP 2001-2002 disse...

Dica do mês:
Carpe diem, quam minimum credula postero (Horacio)

abs
RTN

Thales de Miranda disse...

Vamos virar um "gohst in the machine"!