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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

EDITORA ESCRIBA LANÇA LIVRO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA: NANOTECNOLOGIAS: ZÊNITE OU NADIR? POR ALEXANDRE QUARESMA

QUEM?
Alexandre Quaresma (1967). Escritor e editor deste blog.
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COMENTÁRIO
É com enorme prazer que apresentamos a última e mais recente publicação desta Editora Escriba. Trata-se do livro de Alexandre Quaresma intitulado Nanotecnologias: zênite ou nadir? Que já está disponível para aquisição na Livraria Cultura, mesmo antes do lançamento oficial que se dará no VII SEMINANOSOMA - Seminário Internacional de Nanotecnologia, Sociedade e Meio Ambiente (dias 10, 11 e 12.11.2010 no Hotel Softel, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ). Este livro é o resultado de intensas pesquisas sobre o tema 'nanotecnologias' realizadas por ALEXANDRE nos últimos cinco anos junto à RENANOSOMA [1], e mais especialmente depois do VI SEMINANOSOMA (2009, Manaus, AM), donde foram extraídas as conclusões.
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[1] RENANOSOMA - Rede de Pesquisa em Nanotecnologias, Sociedade e Meio Ambiente, coordenada pelo Prof. Dr. Paulo Roberto Martins.
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LIVRO: Nanotecnologias: zênite ou nadir? // AUTOR: Alexandre Quaresma // CAPA: Juliano Thuran // EDITORA: Escriba // Rio de Janeiro: 2010

LINKS
* versão impressa na Livraria Cultura
* versão e-book no Clube de Autores
* entrevista no programa "Nanotecnologia do Avesso" na AllTV
* artigo "Livro discute impactos das nanotecnologias" no site Inovação Tecnológica

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O GRANDE IRMÃO DE GEORGE ORWELL EM SUA ONIPRESENÇA ATERRORIZANTE E ESMAGADORA

QUEM?
Eric Arthur Blair (1903/1950). Talentoso jornalista, ensaísta e romancista britânico, que escreveu sob o pseudônimo George Orwell. Autor do clássico espetacular 1984.
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COMENTÁRIO
Tomo novamente da pena - digo - do teclado, do mouse, do monitor e da cpu (a máquina fala-escreve do livro), com satisfação para comentar e citar este brilhante e visionário escritor britânico. Ao lê-lo, recentemente, tive a desagradável sensação que aquilo tudo ali contido - toda a paranóia, a tortura, o controle, a teletela, a polícia do pensamento - tinham mais a ver comigo do que eu sequer podia imaginar, pois ao adentrar uma obra escrita há mais meio Século atrás, imaginei - por pura ingenuidade minha, confesso - encontrar um enredo menos complexo, além de uma estória menos tocante e contundente. Nada disso. O mais desconcertante e assustador de tudo - quero dizer - o mais impressionante e estranho para mim em 1984 foi perceber que, lendo a referida obra, tive a nítida percepção de que o talentoso autor em questão descrevia exatamente o mundo veloz, raso e desumano onde somos manipulados e controlados até em nossos próprios pensamentos, ou seja, o Mundo que nos cerca. Mestre Orwell quiz dizer em suas obras - e, eu repito aqui neste artigo, sem papas na língua: "- Humanidade, olho vivo com os direitos humanos, do trabalhador e do consumidor, e com a manipulação da vida." Atentemos! Pois o tempo urge! Populações globais: olhai com atenção as nanotecnologias, as bionanotecnologias, a clonagem, a liberdade civil, a democracia e o meio ambiente. Sob pena de sucumbirmos diante de nosso próprio e desmedido poder. Não é justo nem com as atuais nem com as futuras gerações.
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Como um desagradável mau presságio, 1984 de Orwell, com seu famigerado Grande Irmão, é um livro para nos ajudar a acordar. Sim! Para auxiliar-nos na árdua tarefa que é despertar e sair do torpor lânguido da subserviência viciada e degradante que é servi-lo - ao Grande Irmão - sem nem mesmo se dar conta disto, enquanto que a vida vai fugindo dia após dia, incessantemente. Trata-se de uma ficção grotesca e criativa que começa a tomar seus contornos mais que reais neste conturbado início de terceiro Milênio em que vivemos. Era veloz que, sem a devida articulação e participação social, promete degringolar-se por si própria, engolindo-nos em seu engolfo espasmódico, inconsciente, acéfalo e arrebatador.
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Haja vista que o livro resenhado aqui se encontra mais atual do que nunca, tendo ainda a capacidade de antever alguns 'lançes do jogo' capitalista e tecnocientífico, e seus inevitáveis desdobramentos socioambientais e culturais; e, justamente por isso, é indicação especial deste Escriba para uma leitura de qualidade garantida. Abaixo, algumas passagens geniais do mestre britânico da pena e da ficcção cacotópica.
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CITAÇÕES
Sobre o Grande Irmão:
"O que o Partido fizera de terrível era persuadir os seus membros de que meros impulsos, meras sensações, não tinham importância, ao mesmo tempo que lhes roubava todo o poder sobre o mundo material. Uma vez no jugo do Partido, o que a pessoa sentisse ou não, o que fizesse ou deixasse de fazer, literalmente não fazia diferença. Acontecesse o que acontecesse, o indivíduo sumia, nem ele nem seus atos eram jamais mencionados. Era banido do rio da história." (pág155)
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Sobre a guerra:
"O essencial da guerra é a destruição, não necessariamente de vidas humanas, mas dos produtos do trabalho humano. A guerra é um meio de despedaçar, ou de libertar na estratosfera, ou de afundar nas profundezas do mar, materiais que doutra forma teriam de ser usados para tornar as massas demasiado confortáveis e portanto, com o passar do tempo inteligentes." (pág179)
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Sobre as massas:
"As massas nunca se revoltarão espontaneamente, e nunca se revoltarão apenas por ser oprimidas. Com efeito, se não se lhes permite ter padrões de comparação nem ao menos se darão conta de que são oprimidas." (pág194)
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LIVRO: 1984 // AUTOR: George Orwell // EDITORA: Companhia Editora Nacional // 1949

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

1984 DE GEORGE ORWELL: UM CLÁSSICO DA CACOTOPIA FICCIONAL

QUEM?
Eric Arthur Blair (1903/1950). Talentoso jornalista, ensaísta e romancista britânico, que escreveu sob o pseudônimo George Orwell. Autor do clássico espetacular 1984.
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COMENTÁRIO
Quem leu sabe: 1984 é uma porrada! Pois fala com extrema precisão de um mundo - e, vejamos que o autor escreveu a referida obra em 1949, ou seja, longe de nossos dias, lá nos meados do século XX - onde, com uma lucidez impressionante, transporta-nos para a dramática e instigante trama de terror social, de desumanidades e de regime de controle absoluto e exacerbado até mesmo do pensamento dos indivíduos, dando origem - mesmo que a maioria das pessoas, que não leu o livro e usa a expressão, não saiba - ao termo Grande Irmão, muito em voga hoje em dia, neste Mundo atual e vulgar do terceiro Milênio, que é com efeito assolado pela nanotecnologia, pela bionanotecnologia e bioengenharia, pela clonagem, pela genômica e pelas demais formas que a humanidade - digo - o homem (homosuicidasapiens) descobriu e inventou para dominar e controlar, e, acima de tudo, tentar subjugar a Natureza que o gerou, além de corromper sua própria essência; se é que temos uma. Neste complexo contexto onde o Ser Humano brinca impunemente de Deus, as repercuções práticas de tal bobardeio tecnológico são desastrosas além de imprevisíveis, especialmente se for mais uma vez exercido - como sempre de fato é - tendo única e exclusivamente o lucro máximo a nortear as ações que dizem respeito e afetam à sociedade como um todo e de forma ampla, marcante e singular.
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Trata-se sem dúvida de uma obra fantástica, muito bem escrita, de extrema habilidade crítica, de uma veracidade contundente e desconcertante, que nos faz refletir, digamos assim, 'à força' sobre este mesmo Mundinho besta que vivemos hoje, isso tudo há mais de meio Século atrás na ocasião inspirada de sua redação, quando este visionário e brilhante escritor britânico previu - e que nós mesmos, através de nossas existências e de nossas escolhas sóciopolíticas e de consumo, ajudamos a construir e dar forma - toda esta loucura que está à nossa volta - digo - a cultura na qual estamos inseridos. No livro vemos pessoas manipuladas e indiscriminadamente controladas, sem tempo para si mesmas, servindo submissamente, vazias de consciência mas repletas de agonia voraz de uma imcompletude descomunal, a ponto de permitirem a terceirização de suas próprias vidas, de suas existências e, especialmente, manobradas segundo interesses escusos e egoístas que sempre privilegiam uma mesma minoria; enfim, isso nos lembra alguma coisa? É duro compreender que nós, a humanidade, coletivamente falando, possamos ser apenas uma gigantesca e formidável massa global de consumo inconsciente de si mesma, que se digladia e se mata trabalhando e doando a própria vida para mover a inominável e cruel máquina capitalista que está em toda parte; ou seja, o famigerado, o dito, o repetido e cultuado Grande Irmão. É exatamente disso que fala 1984 e não se engane: o autor, mesmo que privado de uma visão real do futuro que estaria por vir diante de si, soube trazer à tona notáveis fantasmas que, com toda certeza, de fato assombram os nossos dias atuais.
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1984: Dica da pesadíssima para quem não quer errar na escolha de um bom livro. Obra para ler e pirar - digo - refletir e agir. Assim, sem medo de me equivocar, indico honrosamente 1984, obra esta muito interessnate, e que me foi indicada por uma pessoa especial e querida, amada e admirada, a quem dedico estas humildes linhas virtuais jogadas ao léu na grande rede neste momento lúdico, perfilando-a junto a grandes obras do gênero cacotópico futurista de ficção, como o incrível Admirável Mundo Novo, de Huxley, e o THX 1138 (filme), de Copolla.
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Deste modo, segue aqui, apenas a título de petisco literário, um trecho bombástico escolhido especialmente a dedo por este velho Escriba pós-tudo da veloz Era digital.
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Da Redação.
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CITAÇÃO
"Era possível, sem dúvida, imaginar uma sociedade em que a riqueza, no sentido de posse pessoal e de bens e luxos, fosse igualmente distribuída, ficando o poder nas mãos de uma pequena casta privilegiada. Mas na prática tal sociedade não poderia ser estável. Pois se o lazer e a segurança fossem por todos fruídos, a grande massa de seres humanos normalmente estupidificada pela miséria aprenderia a ler e aprenderia a pensar por si; e uma vez que isso acotecesse, mais cedo ou mais tarde veria que não tinha função a minoria privilegiada, e acabaria com ela. De uma maneira permanente, uma sociedade hierárquica só é possível na base da pobreza e da ignorância" (pág178)
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LIVRO: 1984 // AUTOR: George Orwell // EDITORA: Companhia Editora Nacional // 1949