QUEM?******************************************************************** Alexander Solzhenitsyn (1918/2008). Romancista, dramaturgo e historiador russo. Autor do clássico antológico russo Arquipelago Gulag. **************************************************************************** COMENTÁRIO****************************************************** Alexander Solznenitsyn tinha plena consciência de sua responsabilidade de escritor quando tomava a pena para eternizar suas ideias e reflexões. Sabia que escrever era testemunhar e questionar a própria realidade a sua volta, seu tempo, sua época, e era isso mesmo que ele fazia quando compunha seus textos. Suas obras, entre outras coisas, conscientizaram o mundo quanto aos gulags, sistema de campos de trabalhos forçados existente na antiga União Soviética. Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1970 pelo conjunto de sua obra. As citações escolhidas para este post foram retiradas do texto que ele escreveu para o discurso da cerimonia de entrega do referido Prêmio, discurso esse que nunca foi proferido, pois se sentiu impossibilitado de comparecer pessoalmente à cerimonia por motivos políticos. sexta-feira, 1 de abril de 2011
A CRENÇA DO ARTISTA E O INOMINÁVEL PELO NOBEL DE LITERATURA ALEXANDER SOLZHENITSYN
QUEM?******************************************************************** Alexander Solzhenitsyn (1918/2008). Romancista, dramaturgo e historiador russo. Autor do clássico antológico russo Arquipelago Gulag. **************************************************************************** COMENTÁRIO****************************************************** Alexander Solznenitsyn tinha plena consciência de sua responsabilidade de escritor quando tomava a pena para eternizar suas ideias e reflexões. Sabia que escrever era testemunhar e questionar a própria realidade a sua volta, seu tempo, sua época, e era isso mesmo que ele fazia quando compunha seus textos. Suas obras, entre outras coisas, conscientizaram o mundo quanto aos gulags, sistema de campos de trabalhos forçados existente na antiga União Soviética. Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1970 pelo conjunto de sua obra. As citações escolhidas para este post foram retiradas do texto que ele escreveu para o discurso da cerimonia de entrega do referido Prêmio, discurso esse que nunca foi proferido, pois se sentiu impossibilitado de comparecer pessoalmente à cerimonia por motivos políticos. quinta-feira, 23 de julho de 2009
PUSHKIN NUMA SENTENÇA
QUEM?Alexandre Pushkin (1799/1837). Notável romancista e poeta russo. Considerado por muitos o maior dos poetas russos e o fundador da literatura moderna deste país. Foi pioneiro no uso da língua coloquial em seus poemas e peças, criando um estilo narrativo que mistura drama, romance e sátira. Como poeta, fazia uso de expressões e lendas populares, marcando os seus versos com a riqueza e diversidade do idioma russo. Influenciou autores como Gogol, Liermontov e Turgeniev.
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COMENTÁRIO
Nesta fantástica sentença filosófica, vemos a genialidade deste mestre russo da pena usando, com equilíbrio, elementos de humor e sagacidade. A citação escolhida veio do conto A Dama de Espadas onde ele, Pushkin, faz referência aos desmiolados e cabeças duras que existem no mundo de uma maneira geral. Sensacional!
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CITAÇÃO
"Duas idéias fixas não podem coexistir no mundo moral, assim como, no mundo físico, dois corpos não podem ocupar simultâneamente o mesmo lugar." (pág213)
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LIVRO: A Dama de Espadas // AUTOR: Pushkin // EDITORA: Livraria Martins // São Paulo // Sem data
quarta-feira, 8 de julho de 2009
A HISTÓRIA DE UM CAVALO SENSÍVEL ATRAVÉS DA PENA COMPETENTE DE LEÃO TOLSTÓI
QUEM?
domingo, 3 de maio de 2009
AS ALMAS MORTAS DE GÓGOL
QUEM?sábado, 2 de maio de 2009
A DESUMANIDADE DA VELHICE POR NIKOLAI GÓGOL

Nicolau Gógol (1809-1852). Brilhante escritor ucraniano, autor de obras fantásticas como o conto O Capote e o romance o Almas Mortas.
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COMENTÁRIO
Com seu estilo clássico e marcante, o talentoso Nikolai Gógol nos mostra em seus belos e cativantes escritos, peculiaridades da alma humana, como esta excepcional passagem de Almas Mortas, que aborda com refinada sabedoria filosófica, as mazelas e desventuras da velhice humana. Leitura de primeira linha!
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CITAÇÃO
"Tudo parece possível, qualquer coisa pode acontecer com um ser humano. O impetuoso jovem de hoje recuaria horrorizado se lhe mostrassem o próprio retrato, depois de velho. Tratai pois de levar convosco, para o caminho, ao sair dos doces anos da juventude para a áspera e embrutecedora maturidade, cuidai de levar convosco todos os impulsos humanos, não os deixeis pelo caminho, não podereis recolhê-los mais tarde! É terrível, aterradora a velhice que vos espera no futuro, ela nada faz retornar, não devolve nada! A sepultura é mais clemente do que ela, na sepultura se inscreverá: "Aqui jaz um homem!" Mas nada se poderá ler nas linhas insensíveis da desumana velhice." (pág150)
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LIVRO: Almas Mortas // AUTOR: Nikolai Gógol // EDITORA: Abril Cultural // São Paulo // 1979
quarta-feira, 8 de abril de 2009
UM LEÃO DA LITERATURA RUSSA: O DIABO DE TOLSTÓI ERA UMA MULHER
QUEM?Leão Tolstói (1828-1910) ou, simplesmente, Лев Николаевич Толстой - Eminente e brilhante escritor russo. Autor do clássico romance imortal Guerra e Paz. Fazendeiro, humanista, sensível, conhecedor da alma humana e dos animais, escreveu contos notáveis como O Diabo, História de um Cavalo e Padre Sérgio, este último tratando das tentações carnais de um padre diante de uma bela mulher. Reflexos de seu posicionamento vanguardista e já divergente da igreja católica ortodoxa de sua época.
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CITAÇÃO
"Aconteceu exatamente o que ele esperava. Como se não tivesse nenhuma intenção a não ser a de conversar à toa, Mária Pávlovna contou que naquele ano só nasceriam meninos e que isso era sinal de guerra.. As jovens mães, tanto a dos Vássin como a dos Ptchélnikov, tinham tido meninos. Mária Pávlovna pretendia parecer natural, mas ficou acanhada quando viu que o sangue subir às faces do filho e o modo nervoso como ele tirou, agitou e repôs o pincenê e acendeu apressadamente um cigarro. E ela se calou. Ele também permaneceu calado, incapaz de pensar em algo que rompesse aquele silêncio. Estava claro para ambos que um tinha compreendido muito bem o outro." (pag121)
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COMENTÁRIO
Escrever é entregar-se à criação. Penetrar no âmago da vida e, com um olhar rápido e sagaz, reter aquilo tudo que se vislumbra enquanto aprendizado neste adentrar, e transpor, para o plano material, aquele saber, aquela compreensão percebida, descrevendo e escrevendo a experiência. Seria mais ou menos isto, se fosse simples, mas não o é, pois além da criação, existe o homem que penetra neste âmago e tenta descrevê-lo, e este homem, em questão, era um gênio, uma grande e memorável figura. Um humanista, amante da natureza e dos animais, filósofo nato e praticante, com uma pena ágil e competente, escreveu muito bem sobre sua pátria e seu povo. Seus escritos são carregados de sentimentos de nobreza e simplicidade, que vão se mesclando com uma narrativa cativante, a compor um cenário interessantíssimo, onde história, filosofia, humanismo, sensibilidade e cultura russa, se fundem, revelando um belíssimo mosaico da Mãe Rússia e seu nobre, obstinado e resistente povo. Livro para ler, re-ler, re-ler... Dizem os especialistas, que a cada dez anos, podemos re-ler os grandes livros que admiramos de verdade, especialmente, quando falamos dos clássicos imortais. Este é o caso de Leão Tolstói.
Nesta citação, vemos um diálogo, onde é possível assimilarmos o clima desta belíssima estória que é O Diabo. O diabo, de Tolstói, é uma bela mulher.
Da redação Escriba.
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LIVRO: O DIABO E OUTRAS HISTÓRIAS // AUTOR: LEÃO TOLSTÓI // EDITORA: COSACNAIFY // SÃO PAULO // 2000/2005.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
A FELICIDADE CONJUGAL DE LEÃO TOLSTÓI
QUEM?Leão Tolstói (1828-1910) ou, simplesmente, Лев Николаевич Толстой - Eminente e brilhante escritor russo. Autor do clássico romance imortal Guerra e Paz. Fazendeiro, humanista, sensível, conhecedor da alma humana e dos animais, escreveu contos notáveis como O Diabo, História de um Cavalo e Padre Sérgio, este último tratando das tentações carnais de um padre diante de uma bela mulher. Reflexos de seu posicionamento vanguardista e já divergente da igreja católica ortodoxa de sua época.
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CITAÇÃO
"A minha vida pareceu-ma tão infeliz, o futuro tão sem esperanças, o passado tão negro! L. M. falava comigo, mas eu não compreendia as suas palavras. Tinha a impressão de que ela falava comigo unicamente por compaixão, a fim de ocultar o desprezo que eu suscitava nela. Em cada palavra, em cada olhar seu, eu parecia perceber este desprezo e uma comiseração ofensiva. " (pag157)
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COMENTÁRIO
A Felicidade Conjugal é uma obra belíssima que não foge à regra, ou seja, possui altíssima qualidade literária, especialmente, em se tratando de Leão Tolstói. Uma novela clássica, escrita com extrema habilidade, delineando um panorama profundo da vida conjugal e do matrimônio. Muito bom livro, para ler e refletir.
Da Redação.
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ONDE E QUANTO?
Nas Livrarias:$$$$$
Nos Sebos: $
Na Internet: $$$
Nas Bancas: $
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LIVRO: Clássicos de Bolso/Toltói // Título: Sonata a Kreutzer/A Felicidade Conjugal // EDITORA: Ediouro // Rio de Janeiro // Sem data
terça-feira, 31 de março de 2009
SONATA A KREUTZER DE LEÃO TOLSTÓI
QUEM?Leão Tolstói (1828-1910) ou, simplesmente, Лев Николаевич Толстой - Eminente e brilhante escritor russo. Autor do clássico romance imortal Guerra e Paz. Fazendeiro, humanista, sensível, conhecedor da alma humana e dos animais, escreveu contos notáveis como O Diabo, História de um Cavalo e Padre Sérgio, este último tratando das tentações carnais de um padre diante de uma bela mulher. Reflexos de seu posicionamento vanguardista e já divergente da igreja católica ortodoxa de sua época.
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COMENTÁRIO
O Conde Leão Tolstói era o cara. Escrevia que nem gente grande que era. Imortal, sua prosa deixou marcas pelo mundo afora, dando luz e visibilidade à alma do povo russo, povo forte e honrado, submetido as durezas e privações que o destino sempre sabe impor, sem nunca perder por isso sua identidade, sua origem e sua ligação com a terra. O frio, a Estepe, a miséria... nada é capaz de dobrar esta gente corajosa e sensível, rústica e nobre, imortalizada pela pena do mestre Leão.
A citação escolhida advem da bela obra Sonata a Kreutzer considerada por muitos uma novela perfeita, onde o autor usa a técnica do contraste para enaltecer sua mensagem existencialista. Uma bela história, com a marca do gênio russo da pena.
Da redação Escriba.
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CITAÇÃO
"- Eles tocaram Sonata a Kreutzer de Betethoven. O Senhor conhece o primeiro presto? Conhece?! - exclamou ele. - Uh! Como é terrível esta sonata! Precisamente essa parte. E a música em geral é uma coisa terrível. O que é ela? Não compreendo. O que é a música? O que ela faz? E por que ela faz aquilo que faz? Dizem que a música atua de maneira a elevar a alma: é absurdo, é mentira! Ela atua e terrivelmente, digo-o por experiência própria, mas não de maneira a elevar a alma. Ela não eleva nem rebaixa a alma, ela a excita." (pag72)
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ONDE E QUANTO?
Nas Livrarias:$$$$
Nos Sebos: $
Na internet: $$$
Nas bancas: $
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LIVRO: Clássicos de Bolso/Toltói // Título: Sonata a Kreutzer/A Felicidade Conjugal // EDITORA: Ediouro // Rio de Janeiro // Sem data
terça-feira, 10 de março de 2009
OS VAGABUNDOS DE GORKY
QUEM?Máximo Gorki (Максим Горький), pseudônimo de Aleksei Maksimovich Peshkov (em russo, Алексей Максимович Пешков) (1868/1936). Famoso escritor, romancista, dramaturgo, contista e ativista político russo. Gorki foi escritor de escola naturalista que formou uma espécie de ponte entre as gerações de Tchekhov e Tolstói, e a nova geração de escritores soviéticos.
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COMENTÁRIO
O que nos move à vida? O que faz com que nos movamos em direção a algo ou algum lugar? Desejos de todos os tipos e gêneros. Alguns são viciados em trabalho, outros em comida, pornografia, drogas, compras; muitas são as compulsões e vícios, sabe-se lá! Poucos são ricos e abastados. Estes não se preocupam com quase nada que não seja ganhar mais dinheiro - o que não é fácil, convenhamos - e estão sempre bem; entra ano, sai ano. Outros tipos, geralmente engravatados, revestidos de empáfia e muito solícitos, vivem como sangue-sugas, rondando o poder, e recolhendo sorrateiramente suas migalhas, que lhe garantem a subsistência e a subserviência; mas não importa, são os parasitas políticos que nós elegemos - talvez por mera incompetência em cuidarmos de nossos próprios destinos sozinhos - e a quem re-confiamos nosso futuro, há cada quatro anos. Outros sujeitos ainda vivem à margem do próprio Contrato Social, militando solenemente na marginalidade, e acabam, mais dia menos dia, sendo engolidos pelo sistema que não admite ser contrariado, e deste modo vivem pouco, ou são presos, onde ficam reclusos e separados dos demais. E, finalmente, a ampla maioria da população comum, que se resigna com sua miséria plena e monumental e são engolfados pela força descomunal do desprezo, de modo que, pouco a pouco, são inundados por um sentimento de não valerem nada - nem para si, nem para os outros - tornando-os assim como uma espécie de lixo vivo - o que os projeta para dentro de um lastimável mundo obscuro de exclusão, iniquidade e pouquissima auto-estima. Mundo pobre e desigual, sem charme e em um contexto real de drama existencial, drama este que ninguém gosta de ver e, nem muito menos, de lembrar. São os esquecidos. Pessoas que, por não poderem consumir nada além do básico para se alimentar, passam a ser desconsideradas, especialmente, nesta era de consumismo capitalista, onde o ser humano desprovido de posses não vale absolutamente nada.
Neste ambiente agônico e crítico, surgem Os Vagabundos de Máximo Gorky. Grande e renomado autor, que soube como ninguém, decifrar a alma desta gente forte simples da mãe Russia que, com toda certeza, também tinha suas misérias e desigualdades gritantes. Este brilhante escritor nos mostra que muitas vezes estes vagabundos, que encaram a existência assim mais despreocupadamente, na flauta, acabam levando uma vida bem mais tranquila e menos sofrida do que os ricos e bem abastados senhores, cheios de bens a zelar e compromissos e responsabilidades a cumprir. Ou seja, viver é um mistério danado!
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CITAÇÃO
"Konovalov tirou aparas não sei de onde, amontou lenha e dali a instantes, por entre o fumo tênue e azulado, surgiram fagulhas crepitantes que pouco a pouco incendiaram a lenha numa grande flor roxo amarelado...
Konovalov pôs uma cafeteira no fogo e pôs-se a contemplar as chamas com expressão sonhadora.
- Os homens fizeram as cidades, edificaram casas onde se amontoam, fustigam a terra, afogam-se e inutilizam-se atoamente... Será isto viver? Não, a verdadeira vida é a nossa..." (pag155)
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LIVRO: Os Vagabundos // AUTOR: Máximo Gorgy // EDITORA: Irmãos Pongetti // Rio de Janeiro // 1944
quinta-feira, 5 de março de 2009
O DIABO DE LEONIDAS ANDREIEV
QUEM?quarta-feira, 4 de março de 2009
SENHORES E SERVOS DE TOLSTÓI
QUEM?Leão Tolstói (1828-1910) ou, simplesmente, Лев Николаевич Толстой - Eminente e brilhante escritor russo. Autor do clássico romance imortal Guerra e Paz. Fazendeiro, humanista, sensível, conhecedor da alma humana e dos animais, escreveu contos notáveis como O Diabo, História de um Cavalo e Padre Sérgio, este último tratando das tentações carnais de um padre diante de uma bela mulher. Reflexos de seu posicionamento vanguardista e já divergente da igreja católica ortodoxa de sua época.
COMENTÁRIO
Definitivamente, o Conde Leão Toilstói foi um sujeito notável. Sua literatura brilhante e humanista encantou gerações a fio. Seus conteúdos intensos e belos o imortalizaram como um dos grandes - se não o maior - expoente da cultura russa e de seu rústico, resistente e nobre povo. Senhores e Servos (ou Homens e Escravos) é uma jóia da literatura universal de todos os tempos, e conta a emocionante estória de um senhor, um servo e um cavalo, perdidos em meio à tempestade de neve. Drama contundente e gritante, que retrata um ambiente milenar da desigualdade humana, em um enredo instigante com final mais que surpreendente. Obra de primeira grandeza que agradará o leitor com inclinações filosóficas e humanistas. Brilhante, harmônico, emotivo, envolvente, humano, cativante, sensível; numa palavra: Mestre Leão Tolstói.
Da Redação.
CITAÇÃO
"E depois disso, Vassili Andréitch deixou de ver, deixou de ouvir e nada mais sentiu deste mundo. A tempestade continuava sempre, não parava nunca. A neve rolava em turbilhões enormes e cobria cada vez mais, tapando por completo, o corpo de Vassili Andréitch; o pobre baio, cujo corpo gelado tremia todo; já sepultara o trenó até quase o meio." (pag87)
LIVRO: Homens e Escravos // AUTOR: Leão Tolstói // EDITORA: Irmãos pongetti // Rio de Janeiro // 1943
sábado, 31 de janeiro de 2009
AS TENTAÇÕES DE PADRE SÉRGIO POR TOLSTÓI

terça-feira, 20 de janeiro de 2009
O CAPOTE DE GOGOL

sábado, 17 de janeiro de 2009
A HISTÓRIA DE UM CAVALO POR LEÃO TOLSTÓI
QUEM? quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
O DESTINO DE UM HOMEM

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
SANGUE ESTRANHO

DA VINCI POR DMITRI

COMENTÁRIO
Quando Dmitri Sergeievich Merejkovski esteve com Dostoievski, aos 15 anos de idade, e teve a oportunidade de ler seus primeiros escritos, este o desencorajou, por assim dizer, a seguir a carreira de escritor dizendo o seguinte: "Para escrever é necessário sofrer." Irônicamente, o efeito foi inverso. Dmitri seguiu em frente em busca de seus sonhos e anseios literários, estudou a fundo o mundo das letras, percorrendo os melhores caminhos possíveis dentro da academia, e acabou por se tornar um importante escritor russo e eminente crítico literário. A citação escolhida aqui foi extraída da belíssima biografia romanceada por ele do grande e imortal Leonardo Da Vinci.
CITAÇÃO
"Quando conheceres perspectiva, e souberes de cor as proporções do corpo humano, observa com cuidado, durante os teus passeios, os movimentos das pessoas; como param e como andam, como falam e discutem, riem e brigam. Como são as fisionomias nessas ocasiões, assim como as dos espectadores que querem apartá-los, e as dos curiosos sem nada dizer. Observa tudo isso e desenha-o a lápis, logo o possas fazer, em um livrinho de papél de cor, que deves carregar, inseparavelmente, contigo. E quando esse livro estiver completo, troca-o por outro, guardando e preservando o anterior. Lembra-te de que estes velhos desenhos não devem ser destruídos nem apagados, mas conservados como um tesouro, pois os movimentos dos corpos são infinitos e não há memória humana capaz de retê-los. Olha, pois, esses rápidos esboços como teus melhores precptores e mestres!" (pág. 11)
Livro: O ROMANCE DE LEONARDO DA VINCI // Autor: Dmitri Sergeievich Merejkovski // Editora: Livraria da Globo, SP/RJ, 1947.
Imagem: Encontrada em... http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Leonardo_da_Vinci.jpeg
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
O BEIJO DE TCHEKHOV
CITAÇÃO"E o mundo inteiro, toda a vida, pareceram a Riabóvitch uma brincadeira incompreensível, sem objeto... Mas, afastando os olhos da água e olhando o céu, lembrou novamente como o destino, na pessoa de uma mulher desconhecida, acarinhara-o sem querer, lembrou seus devaneios e imagens de verão, e a vida que levava pareceu-lhe tosca, miserável, incolor..."
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COMENTÁRIO
Inspirado, Antón Tchekhov confronta os limites do indivíduo em meio à imensidão dos seres. Um beijo, roubado na penumbra, ilegítimo e momentâneo, leva o personagem da trama a questionar sua singela existência.
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Livro: O BEIJO E OUTRAS HISTÓRIAS // Autor: Antón Pávlovitch TCHEKHOV (1860-1904) // Editora: BOA LEITURA, SP // Conto: O BEIJO
