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sábado, 11 de setembro de 2010

FRIEDRICH NIETZSCHE: SOBRE AS CONVICÇÕES

QUEM?
Nietzsche perto da morte.
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COMENTÁRIO
Na imagem acima vemos o filósofo em seus últimos dias sobre a face da Terra sob a forma carnal. Pois seus escritos e pensamentos sobreviveriam a ele... Iriam adiante... Ele sabia.
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AFORISMO
"Convicções são prisões." (pág.365)
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LIVRO: Obras Incompletas // AUTOR: Friedrich Nietzsche // Coleção Os Pensadores // volume XXXII // EDITORA: Abril Cultural // São Paulo: 1974 // 1a edição

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A RECURSIVIDADE OUROBÓRICA NIETZSCHEANA

QUEM?
Friedrich Nietzsche (1844/1900). Filósofo niilista alemão.
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COMENTÁRIO
Ler o filósofo alemão Friedrich Nietzsche é para quem não sofre de vertigem. Sim, pois ele nos leva às alturas - e não devemos refugar em sua companhia ou de seus pensamentos - e de lá, do alto de suas ideias niilistas se respira, como ele mesmo nos diz, e podemos experimentar em seus pensamentos, ares mais puros de paragens mais amplas e abertas. E, de lá, dos picos enregelados da solidão do ser desamparado de um Deus, não há mais embustes nem mentiras que possam desviar nosso olhar ou nossa atenção mortal. Não há mais crença, não há mais verdades, que dirá absolutas ou permanentes, sobrando apenas - com sorte - nossa vontade mais vital e essencial diante da razão e da experiência individual: que nada mais é que - usando as palavras do próprio Nietzsche - vontade de potência.
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CITAÇÃO
"Homem! Tua vida inteira, como uma ampulheta, será sempre desvirada outra vez e sempre escoará outra vez, - um grande minuto de tempo no intervalo, até que todas as condições, a partir das quais vieste a ser, se reúnam outra vez no curso circular do mundo. E então encontrarás cada dor e cada prazer e cada amigo e inimigo e cada esperança e cada erro e cada folha de grama e cada raio de sol outra vez, a inteira conexão de todas as coisas. Esse anel, em que és um grão, resplandece sempre outra vez." (1974:397-398)
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LIVRO: Obras Incompletas // AUTOR: Friedrich Nietzsche // Coleção Os Pensadores // volume XXXII // EDITORA: Abril Cultural // São Paulo: 1974 // 1a edição

FRIEDRICH NIETZSCHE: A DEPENDÊNCIA VISCERAL DO CRENTE


QUEM?
Friedrich Nietzsche (1844/1900). Filósofo niilista alemão.
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COMENTÁRIO
Nietzsche detestava os carolas, os otários, os crentes. Acreditava que eram seres menores embrulhados por seus próprios pares, por impostores espúrios igualmente inferiores e, o que é pior, ludibriados por vontade própria e pura inclinação voluntária: como cordeiros, como rebanho, como imbecis enganados e manipulados. Culpados, punidos e castigados previamente por uma moral fantasiosa de mundos improváveis pós-mundo, de compensações e castigos intermináveis que - de fato - transformam o mundo real num verdadeiro inferno invivível; pura balela. Para Nietzsche, isso era anti-vida, puro desperdício, perda de tempo. Vidas em vão... Consumidas... Para nada, para uma mentira.
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Nessa passagem, retirada de seu livro O Anticristo, vemos transpirar em seus poros essa agonia que sentia ao divisar ou pensar sobre os cordeirinhos pastando docilmente em torno de seus pastores impostores e suas doutrinas infames. Rascante, profundo, definitivo: Nietzsche.
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CITAÇÃO
"O homem da crença, o 'crente' de toda espécie, é necessariamente um homem dependente - um homem que não é capaz de se propor como fim, que em geral não é capaz de propor fins a partir de si. O 'crente' não se pertence, só pode ser meio, tem de ser consumido, necessita de quem o consuma." (1974:366)
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LIVRO: Obras Incompletas // AUTOR: Friedrich Nietzsche // Coleção Os Pensadores // volume XXXII // EDITORA: Abril Cultural // São Paulo: 1974 // 1a edição

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

NIETZSCHE: O MÍNIMO POSSÍVEL DE ESTADO!

QUEM?
Friedrich Nietzsche (1844/1900). Notável filósofo alemão.
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AFORISMO
"O mínimo possível de Estado!" (pág.184)

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COMENTÁRIO
Nietzsche: "Todas as relações políticas e econômicas não merecem que precisamente os espíritos mais dotados possam e devam ocupar-se com elas: um tal consumo do espírito, no fundo, é pior do que um estado de indigência. São e permanecem domínios de trabalho para cabeças pequenas, e outras cabeças que não as pequenas não deveriam estar em serviço nessas oficinas..." (pág.184)
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LIVRO: Obras Incompletas // AUTOR: Friedrich Nietzsche // Coleção Os Pensadores // volume XXXII // EDITORA: Abril Cultural // São Paulo: 1974 // 1a edição

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

SENTIMENTO E SUA ORIGEM NOS JUÍZOS POR FRIEDRICH NIETZSCHE

QUEM?
Friedrich Nietzsche (1844/1900). Notável filósofo alemão.
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COMENTÁRIO
Nietzsche era inimigo declarado das verdades absolutas. Ele sabia que ser humano é ser mutável, diverso, contraditório e não, ao contrário, estável, imutável e inabalável. Nessa passagem escolhida, vêmo-lo desconstruir um ditado popular de sua época que, de certa maneira, é válido e usado até os dias atuais. Em seu texto "Confia em teu sentimento!", que seria algo próximo de "Siga teu coração!" em nossos dias.
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Sem dúvida, trata-se de um rebelde extremamente fundamentado e talentoso elaborando uma crítica feroz contra o estabelecido, e que, além de tudo, com a pena em punho, escrevia com paixão e clareza filosófica arrebatadoras: puro deleite intelectual para o leitor reflexivo.
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CITAÇÃO
"Sentimentos e sua origem nos juízos. - 'Confia em teu sentimento!' - Mas sentimentos não são nada de último, originário, por trás dos sentimentos há juízos e estimativas de valor, que nos foram legados na forma de sentimentos (propensões e aversões). A inspiração que provém do sentimento é o neto de um juízo - e muitas vezes de um juízo falso! - e, em todo caso, não de teu próprio juízo! Confiar em seu sentimento - isto significa obedecer mais ao seu avô e à sua avó e aos avós deles do que aos deuses que estão em nós: nossa razão e nossa experiência."
(pág.171)
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LIVRO: Obras Incompletas // AUTOR: Friedrich Nietzsche // Coleção Os Pensadores // volume XXXII // EDITORA: Abril Cultural // São Paulo: 1974 // 1a edição