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segunda-feira, 25 de abril de 2011

AFORISMO SEMIÓTICO-PSICANALÍTICO ESCRIBA: UMA BREVE COCHILADA DO MESTRE DA PSICANÁLISE SIGMUND FREUD

QUEM?
Alexandre Quaresma (1967). Escritor e editor desse blog.
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COMENTÁRIO
Sigmundo Freud, como todos nós sabemos, foi um médico neurologista austríaco que ficou conhecido por ser o 'pai' da psicanálise. E foi também ele o primeiro a pensar aspectos mais profundos e até inconcientes do ser humano de maneira realmente inauguradora. Sua obra reflete um amplo conhecimento desse ser em metamorfose que, sem dúvida, possui recantos e recontidos psíquicos desconhecidos dele mesmo. 
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Todavia, minha crítica a esse mestre fundador da própria disciplina psicanálise torna-se por um lado terrível e até covarde, já que o mesmo não pode refutá-la pessoalmente com sua capacidade intelectiva exacerbada porque infelizmente não se encontra mais entre nós. Ainda assim e por outro lado ela (a crítica) segue adiante, e vai ao mundo mais num sentido de humor fino talvez, dirigido ao próprio meio psicanalítico com a intensão de provocar uma reflexão acerca de um dos conceitos principais desse genial pensador. 
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Assim, acrescento - antes de apresentar o aforismo propriamente dito - apenas mais uma breve consideração: talvez a cochilada do mestre tenha sido confundir dois elementos muito semelhantes, porém determinantemente diferentes em suas próprias manifestações e simbolismos inerentes mais estruturais, a saber: pênis e falo.
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AFORISMO
Só o falo emite. O pênis urina. 
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CONCLUSÃO
A inveja - então - não seria do pênis propriamente dito, e sim do falo. O pênis, em seu estado original de repouso constante, indica apenas o sexo de seu portador, e pouco tem a ver com a libido ou mesmo com a hereditariedade humana, já que assim, funciona somente como excretor dos dejetos líquidos do organismo humano. Já o falo ereto sim, significa poder, e é temido e invejado por seus semelhantes humanos, sejam eles homens ou mulheres, por ser emissor de valores sígnicos, semióticos e filogenéticos, que podem determinar o presente e até mesmo o futuro do gozar e do por-gozar. Fica aqui, registrada, essa reflexão aforística erétil, fálica e peniana, para internauta escriba ler, pensar e se deleitar.
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Da redação.
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PS: Post dedicado à minha preceptora Christina Garcia.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

CRÍTICA BIOÉTICA ESCRIBA: O QUE NINGUÉM DIZ SOBRE A CRISE DE FUKUSHIMA EM QUATRO BREVES PARÁGRAFOS

QUEM? Alexandre Quaresma (1967). Escritor e editor desse blog. **************************************************************************** CRÍTICA Existem algumas reflexões que não estão sendo desenvolvidas satisfatoriamente - especialmente nas mídias jornalísticas - acerca do esclarecimento da população sobre a utilização da energia nuclear - e isso, mesmo depois desse terrível acidente atômico cujos desdobramentos totais ignoramos e estão ainda por se consolidar. Assim, brevemente, tentarei elencar algumas considerações importantes que corroboram e vêm a se somar à massa crítica de pessoas das mais diversas atividades e áreas do saber humano que é radicalmente contra o uso da energia nuclear como alternativa aceitável, viável e sustentável de geração de energia. Sendo assim, sem embargos, vamos à crítica. **************************************************************************** 1.Vazamento de radiação no Japão significa vazamento de radiação no mundo, ou seja, no planeta como um todo. Em sua global e indivisível totalidade. É mais radiação além da natural solta por aí, em altas concentrações, pois a radioatividade, uma vez liberada na atmosfera terrestre, apenas se fragmenta e se dissipa lentamente para concentrações menores e mais baixas, mas não se dissolve totalmente nunca. É Gaia intoxicando-se irreversivelmente com material radioativo. O que vale dizer - de passagem - que meia dúzia de acidentes como esse (ao mesmo tempo no mundo) poderia comprometer a saúde e a própria vida no planeta Terra. "A nuvem radioativa está indo para o Pacífico..." - diziam os especialistas ecoanalfabetos em tom tranquilizador através da mídia robótica e acrítica - como se o Oceano Pacífico fosse um lugar indigno, irrelevante, totalmente desimportante para a organização da vida no planeta Terra em termos ecológicos, e como se lá não vivessem e transitassem milhares de espécies vivas de todas as naturezas possíveis e imaginárias, da maior importância, que inclusive estão inclusas em nossos cardápios alimentares de predadores onívoros, constituindo parte de nossa fonte de alimentação; enfim pura ecoignorância. Isso tudo, sem falar no plancton e na complexa cadeia alimentar marinha que absorve e transporta essas substâncias tóxicas entre as espécies, podendo chegar - inclusive - à nossa mesa. É preciso ter claro: acidentes e imprevistos acontecem - as provas estão aí - e por isso não podemos ignorar essas sombrias possibilidades de catástrofes e acidentes como factíveis. Como todo material radioativo - urânio, plutônio, césio etc. matéria prima da tecnologia nuclear - é extremamente tóxico, volátil, poluente, perigoso e especialmente instável, investir em projetos assim passa a ser um risco muito grande para uma contrapartida de geração de energia muito parca e incipiente. Até porque, quando há acidentes, localidades, edificações, objetos, ar, solo, água, animais e pessoas que se submeterem ao contato direto ou indireto com essas substâncias estão irreversivelmente contaminados, e os seres vivos sujeitos a degenerações fisiológicas horríveis e degradantes que podem atravessar as gerações, gerando trauma e deformações genéticas graves e irreversíveis. Uma vez que há vazamento - e Fukushima continua vazando - há liberação de material radioativo para a atmosfera terrestre de forma irreversível e global, e os desarranjos não tardam em surgir. Por consequência, torna-se bioeticamente inaceitável o uso de usinas atômicas nucleares como fonte de fornecimento de energia para a humanidade, haja vista seu alto custo humano e ambiental, e seus riscos imprevisíveis. ****************************************************************************** 2.Gerar energia elétrica através de material radioativo significa dizer que haverá quantidades cada vez maiores de lixo radioativo, os famigerados rejeitos atômicos radioativos, que por sua vez têm que ser blindados e enterrados, pois serão sempre contaminantes potenciais de altíssima toxicidade para o meio ambiente e para os seres vivos. Esse resíduo sujo, e por assim dizer eterno, é um outro problema que ninguém gosta de abordar, mas que também é determinante quando o assunto é matriz energética. A mesma lógica anterior vale também aqui: lixo radioativo na Rússia, no Japão ou no Brasil é a mesmíssima coisa. Os países que possuírem fontes alternanivas de energia devem buscá-las. Esse mundo, já combalido, explorado e degrado, não precisa de mais lixo atômico produzido em larga escala. **********************************************************************************3.O Brasil não precisa de Angra 1, 2, 3 nem muito menos de 4 ou 5. O Brasil não depende dessa terrível matriz energética para garantir um bom fornecimento de energia elétrica à sua população. Essa coisa toda de energia nuclear foi uma febre de imbecilidade que se espalhou pelo mundo, pois os poderosos da vez que tinham terminado de fazer uma pavorosa guerra mundial tinham nas mãos uma nefasta porém avançadíssima tecnologia, e não sabiam o que fazer com ela. Toda a pesquisa necessária à fissão nuclear para a bomba, agora seria reaproveitada de forma mais pacífica, por assim dizer, e o Brasil, como bom imitador acrítico de modelos internacionais ruins que é, imitou os demais países do mundo que à época implementavam seus projetos atômicos. Sem falar, é claro, que Angra 1, por exemplo, gera apenas a metade da energia necessária para abastecer a cidade do Rio de Janeiro, ou seja, um risco altíssimo e desnecessário, para a geração de uma determinada quantidae de energia que poderia certamente ser gerada e otimizada de outras maneiras, mais limpas e sustentáveis. Nós de fato não temos terremotos e tsunamis, mas estamos sujeitos - Deus nos livre - a sermos atingidos por qualquer fragmento sólido espacial como meteoritos e meteoros em pleno Atlântico e aí... babau Cidade Maravilhosa, ou seja, uma 'catátrofe' daquelas no ventilador, como se diz no popular. Existem milhares de alternativas a serem avaliadas antes de se investir mais dinheiro nesse temerário projeto. Por essas e por outras, eu digo não à energia nuclear! ********************************************************************************** 4. Se a energia nuclear fosse tão segura assim como os entusiastas gostam de afirmar, poderiam ser feitos seguros das usinas existentes, mas isso não é possível: as seguradoras internacionais querem distância de usinas nucleares! **********************************************************************************Da Redação.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

RUBEM ALVES: METODOLOGIA CIENTÍFICA, O CALDEIRÃO BORBULHANTE DE FATORES QUE GERAM AS REALIDADES

QUEM?
Rubem Alves (1933). Psicanalista, educador, teólogo e escritor brasileiro.
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CITAÇÃO
"Não há motivos para espanto. Isto, que acabamos de sugerir, é que aquilo a que os especialistas dão o nome de contexto da descoberta: o caldeirão borbulhante de fatores biográficos, sociais, emoções, intuições de onde surgem não só as teorias como também os poemas, as sinfonias, as utopias." (pág.169)
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COMENTÁRIO
Quando uma obra literária de divulgação científica alcaça a decíma sétima edição é porque já passou pelo crivo mais importante em termos editoriais: o leitor. Nessa situação, qualquer comentário ou crítica mais elaborado deixa de ter sentido, pois são, no mínimo, uns 17 mil livros editados 'seguindo' pela vida por si sós e sendo lidos a torto e a direito por aí, ilustrando e encantando. No caso desta, que destacamos hoje, não há a menor sombra de dúvida quanto à sua qualidade: Filosfia da Ciência, introdução ao jogo e suas regras, por Rubem Alves. Na obra o autor revela a verdadeira natureza do cientista que, despido de sua roupagem mítica, imaculada, utópica e quase celestial, é percebido e contextualizado como deve ser: como um ser humano falível e mortal, suceptível às mesmas mazelas e tentações como os demais seres contíguos e coetâneos que gozam de tal condição frágil e carnal de viventes nesse mundinho.
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Na citação vêmo-lo fazer referência à metodologia científica que, em tese, por deduções e experimentações protocolares, seria capaz de nos capacitar a inferir um julgamento de valor procedente e fundamentado diante de um problema dado qualquer.
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LIVRO: Filosofia da Ciência, introdução ao jogo e suas regras // AOTOR: Rubem Alves // EDITORA: Brasiliense // São Paulo: 1993.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

GUERRA: O TRIBUNAL FINAL DOS ASSUNTOS HUMANOS POR GERHARD LENSKI

QUEM?
Gerhard Emmanuel Lenski (1924). Sociólogo norte-americano.
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COMENTÁRIO
Poder e Privilegio - Teoria de la estratificación social de Gerhard Lenski é um livro muito interessante. A obra trata da distribuição de bens e renda entre as camadas sociais e tem como pano de fundo a evolução humana, desde as sociedades de catadores e coletores nômades nos longíncuos tempos ancestrais até as atuais sociedades de produção e consumo, passando pelas sociedades horticultoras primárias, secundárias, agrícolas e industriais. Certo, um estudo profundo muito bem elaborado e didático da teoria da extratificação social que deixa claríssimo o modelo político-econômico que perpetuamos através dos tempos imemoriais de desigual distribuição de riquezas e poder dentro das sociedades humanas.
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CITAÇÃO
"...la supervivência es la meta principal de la mayoría de los hombres. Si es así, se deduce que la capacidad para quitar la vida es la forma más eficaz de poder. En otras palabras, mayor número de hombres respoderán con más prontitud a la amenaza del empleo de la fuerza que a cualquier otra. En realidad, consttuye el tribunal final de apelación en los asuntos humanos; el único recurso ante la fuerza en una situación determinada es el ejercicio de una fuerza superior" (pág.62)
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LIVRO: Poder e Privilégio // AUTOR: Gerhard Lenski // EDITORA: Paidos // Lisboa: 1966

sábado, 18 de setembro de 2010

A ILUSÃO DE LIBERDADE DOS SUJEITOS ECONÔMICOS NA SOCIEDADE BURGUESA

QUEM?
Max Horkheimer (1895/1973). Filósofo e sociólogo alemão.
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COMENTÁRIO
Teorizar sobre a teoria é tarefa hercúlea. Própria às cabeças privilegiadas e aos espíritos não resignados quanto às incertezas do mundo factual a seu redor, e que se lançam à inprovável aventura de conhecer o mundo na tentativa de representá-lo metafisicamente através de aproximações o mais exatas possíveis. Trata-se de captar, catalogar e ordenar os fatos de modo que estes possam ser acessados por qualquer um que domine os signos empregados nas abstrações com o máximo de objetividade. Teoria Tradicional e Teoria Crítica é um texto de Horkheimer dedicado a isso: a elucidar a complexa dinâmica dessas representações.
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CITAÇÃO
"Nem a estrutura da produção industrial e agrária nem a separação entre funções diretoras e funções executivas, entre serviços e trabalhos, entre atividade intelectual e atividade manual, constituem relações eternas ou naturais, pelo contrário, estas relações emergem do modo de produção em formas determinadas de sociedade. A aparente autonomia nos processos de trabalho, cujo decorrer se pensa provir de uma essência interior a seu objeto, corresponde à ilusão de liberdade dos sujeitos econômicos na sociedade burguesa. Mesmo nos cálculos mais complicados, eles sãoexpoentes do mecanismo social invisível, embora creiam agir segundo suas decisões individuais." (pág.131)
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LIVRO: Textos Escolhidos // AUTORES: Max Horkheimer // Título: Teoria Tradicional e Teoria Crítica // EDITORA: Abril Cultural // COLEÇÃO: Os Pensadores // São Paulo: 1975 // 1a edição

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

HORKHEIMER E ADORNO: A DOMINAÇÃO SOCIAL PELA DIVISÃO DO TRABALHO

QUEM?
Max Horkheimer (1895/1973). Filósofo e sociólogo alemão.
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Theodor Ludwig Wiesengrund-Adorno (1903/1969). Filósofo, sociólogo, musicólogo e compositor alemão. É um dos expoentes da chamada Escola de Frankfurt.
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COMENTÁRIO
O Conceito de Iluminismo de Max Horkheimer e Theodor Adorno é um texto antológico. Nele, os autores mostram toda sua competência ao dissertar sobre as dinâmicas deste momento histórico tão importante da humanidade (Iluminismo), e como ele influenciou o mundo que nos cerca e a forma como o compreendemos.
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Nessa citação escolhida a dedo teremos uma descrição perfeita da estrutura de dominação social que se perpetua na civilização desde que o mundo é mundo, infiltrando-se também no pensamento.
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Da redação.
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CITAÇÃO
"A dominação confere maior força e consistência ao todo social no qual se estabelece. A divisão do trabalho, na qual a dominação se desenvolve socialmente, serve á autoconservação do todo dominado. Mas com isso, o todo como tal, a atividade da razão a ele imanente, torna-se execução do particular. A dominação faz frente ao indivíduo a título de geral, de razão na esfera da realidade. O poder de todos os membros da sociedade, que enquanto tais não dispõem de outra saída aberta, soma-se, sempre de novo, pormeio da divisão de trabalho que lheséimposta, para a realiozação justamente do todo, cuja racionalidade assim é por sua vez multiplicada. O que éfeito a todos por poucos, perfaz-se sempre pela subjugação de alguns por muitos: a opressão da sociedade exibe sempre, ao mesmo tempo, os traços da opressão exercida por um coletivo. É essa unidade de coletividade e dominação, e não a imediata generalidade social, a solidariedade, que se sedimenta nas formas dopensamento." (pág.110)
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LIVRO: Textos Escolhidos // AUTORES: Max Horkheimer e Theodor Adorno // Título: Conceito de Iluminismo // EDITORA: Abril Cultural // COLEÇÃO: Os Pensadores // São Paulo: 1975 // 1a edição

terça-feira, 14 de setembro de 2010

MAX HORKHEIMER E THEODOR ADORNO: O MITO EXPIANDO-SE A SI

QUEM?
Theodor Ludwig Wiesengrund-Adorno (1903/1969). Filósofo, sociólogo, musicólogo e compositor alemão. É um dos expoentes da chamada Escola de Frankfurt, juntamente com Max Horkheimer, Walter Benjamin, Herbert Marcuse, Jürgen Habermas e outros.
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Max Horkheimer (1895/1973). Filósofo e sociólogo alemão.
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AFORISMO
"Nos mitos, todo acontecer tem que expiar seu ter acontecido." (pág.103)
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COMENTÁRIO
Nós, da Editora Escriba, também nos ocuparemos em refletir longamente sobre isso.
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LIVRO: Textos Escolhidos // AUTORES: Max Horkheimer e Theodor Adorno // Título: Conceito de Iluminismo // EDITORA: Abril Cultural // COLEÇÃO: Os Pensadores // São Paulo: 1975 // 1a edição

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

AFORISMO FREUDIANO

QUEM?
Conceito: Sigmund Freud (1856/1939). Médico neurologista austríaco
judeu pai da psicanálise.

Aforismo: Alexandre Quaresma (1967). Escritor e editor desse blog.
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COMENTÁRIO
Para Sigmund Freud nós - irremediavelmente - internalizamos sempre uma série de valores e conceituações da realidade à nossa volta através das experiências sensórias na construção de nossa personalidade e sua acomodação dentro da cultura, valores esses que vão se sobrepondo uns aos outros com o desenvolvimento do indivíduo rumo à maturidade física e psíquica. Segundo ele, tais fenômenos - que impulsionam a vida - operam em cada pessoa através da interação de figuras alegóricas criadas por ele para explicar seu funcionamento, que representariam as forças primordiais e primevas que se contrapõem e se complementam na dinâmica interior da manifestação da psiquê humana. Dentro do universo freudiano o Superego (parte da mente que se ocupa com as questões éticas e morais) cumpre o importante papel de não deixar o Ego (que age a partir do Id e controla sua manifestação) fugir de controle, bem como o de administrar as invenções e aprontações treslocadas do Id (fonte da energia psíquica humana, ou seja, a libido).
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Neste contexto, então, surge a analogia metafórica e aforística em tela.
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Da redação.
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AFORISMO
"A epistemologia bioética é o super-ego da tecnociência pós-moderna."
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sábado, 11 de setembro de 2010

FRIEDRICH NIETZSCHE: SOBRE AS CONVICÇÕES

QUEM?
Nietzsche perto da morte.
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COMENTÁRIO
Na imagem acima vemos o filósofo em seus últimos dias sobre a face da Terra sob a forma carnal. Pois seus escritos e pensamentos sobreviveriam a ele... Iriam adiante... Ele sabia.
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AFORISMO
"Convicções são prisões." (pág.365)
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LIVRO: Obras Incompletas // AUTOR: Friedrich Nietzsche // Coleção Os Pensadores // volume XXXII // EDITORA: Abril Cultural // São Paulo: 1974 // 1a edição

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A RECURSIVIDADE OUROBÓRICA NIETZSCHEANA

QUEM?
Friedrich Nietzsche (1844/1900). Filósofo niilista alemão.
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COMENTÁRIO
Ler o filósofo alemão Friedrich Nietzsche é para quem não sofre de vertigem. Sim, pois ele nos leva às alturas - e não devemos refugar em sua companhia ou de seus pensamentos - e de lá, do alto de suas ideias niilistas se respira, como ele mesmo nos diz, e podemos experimentar em seus pensamentos, ares mais puros de paragens mais amplas e abertas. E, de lá, dos picos enregelados da solidão do ser desamparado de um Deus, não há mais embustes nem mentiras que possam desviar nosso olhar ou nossa atenção mortal. Não há mais crença, não há mais verdades, que dirá absolutas ou permanentes, sobrando apenas - com sorte - nossa vontade mais vital e essencial diante da razão e da experiência individual: que nada mais é que - usando as palavras do próprio Nietzsche - vontade de potência.
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CITAÇÃO
"Homem! Tua vida inteira, como uma ampulheta, será sempre desvirada outra vez e sempre escoará outra vez, - um grande minuto de tempo no intervalo, até que todas as condições, a partir das quais vieste a ser, se reúnam outra vez no curso circular do mundo. E então encontrarás cada dor e cada prazer e cada amigo e inimigo e cada esperança e cada erro e cada folha de grama e cada raio de sol outra vez, a inteira conexão de todas as coisas. Esse anel, em que és um grão, resplandece sempre outra vez." (1974:397-398)
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LIVRO: Obras Incompletas // AUTOR: Friedrich Nietzsche // Coleção Os Pensadores // volume XXXII // EDITORA: Abril Cultural // São Paulo: 1974 // 1a edição

FRIEDRICH NIETZSCHE: A DEPENDÊNCIA VISCERAL DO CRENTE


QUEM?
Friedrich Nietzsche (1844/1900). Filósofo niilista alemão.
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COMENTÁRIO
Nietzsche detestava os carolas, os otários, os crentes. Acreditava que eram seres menores embrulhados por seus próprios pares, por impostores espúrios igualmente inferiores e, o que é pior, ludibriados por vontade própria e pura inclinação voluntária: como cordeiros, como rebanho, como imbecis enganados e manipulados. Culpados, punidos e castigados previamente por uma moral fantasiosa de mundos improváveis pós-mundo, de compensações e castigos intermináveis que - de fato - transformam o mundo real num verdadeiro inferno invivível; pura balela. Para Nietzsche, isso era anti-vida, puro desperdício, perda de tempo. Vidas em vão... Consumidas... Para nada, para uma mentira.
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Nessa passagem, retirada de seu livro O Anticristo, vemos transpirar em seus poros essa agonia que sentia ao divisar ou pensar sobre os cordeirinhos pastando docilmente em torno de seus pastores impostores e suas doutrinas infames. Rascante, profundo, definitivo: Nietzsche.
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CITAÇÃO
"O homem da crença, o 'crente' de toda espécie, é necessariamente um homem dependente - um homem que não é capaz de se propor como fim, que em geral não é capaz de propor fins a partir de si. O 'crente' não se pertence, só pode ser meio, tem de ser consumido, necessita de quem o consuma." (1974:366)
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LIVRO: Obras Incompletas // AUTOR: Friedrich Nietzsche // Coleção Os Pensadores // volume XXXII // EDITORA: Abril Cultural // São Paulo: 1974 // 1a edição

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

NIETZSCHE: O MÍNIMO POSSÍVEL DE ESTADO!

QUEM?
Friedrich Nietzsche (1844/1900). Notável filósofo alemão.
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AFORISMO
"O mínimo possível de Estado!" (pág.184)

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COMENTÁRIO
Nietzsche: "Todas as relações políticas e econômicas não merecem que precisamente os espíritos mais dotados possam e devam ocupar-se com elas: um tal consumo do espírito, no fundo, é pior do que um estado de indigência. São e permanecem domínios de trabalho para cabeças pequenas, e outras cabeças que não as pequenas não deveriam estar em serviço nessas oficinas..." (pág.184)
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LIVRO: Obras Incompletas // AUTOR: Friedrich Nietzsche // Coleção Os Pensadores // volume XXXII // EDITORA: Abril Cultural // São Paulo: 1974 // 1a edição

O CRENTE E O ESPÍRITO LIVRE SEGUNDO FRIEDRICH NIETZSCHE

QUEM?
Friedrich Nietzsche (1844/1900). Notável filósofo alemão.
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COMENTÁRIO
Nietzsche era inclemente com os imbecis. O tolos, ingênuos e cândidos (mesmo os volterianos) não tinham melhor sorte com ele. Na passagem extraída do livro Gaia Ciência vemos esse brilhante filósofo alemão niilista esbanjar seu talento e tino filosófico desalojando toda certeza crédula de falsos dogmas, transportando-as para um universo de ceticismo ateu desesperado, amparado sempre e apenas pela velha razão e experiência: grandes mestras e companheiras de jornada de todo filósofo, seja ele amador ou profissional.
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CITAÇÃO
"Onde um homem chega à convicção fundamental de que é preciso que mandem nele, ele se torna 'crente'; inversamente, seria pensável um prazer e força da autodeterminação, uma liberdade da vontade, em que um espírito se despede de toda crença, de todo desejo de certeza, exercitado, como ele está, em poder manter-se sobre leves cordas e possibilidades, e mesmo diante de abismos dançar ainda. Um tal espírito seria o espírito livre par execellence."(pág.223)
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LIVRO: Obras Incompletas // AUTOR: Friedrich Nietzsche // Coleção Os Pensadores // volume XXXII // EDITORA: Abril Cultural // São Paulo: 1974 // 1a edição

FRIEDRCH NIETZSCHE: O PERFIL DE CLANDESTINIDADE DO DEUS CRISTÃO

QUEM?
Friedrich Nietzsche (1844/1900). Notável filósofo alemão.
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COMENTÁRIO
Nietzsche tinha um língua extremamente afiada. Seu pensamento, não menos poderoso, exibia e ostentava em igual potência seu ceticismo e poder crítico descomunais, ainda mais quando o assunto era fé, crença e valores e outros espinhos.
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Aqui, nessa mordaz passagem de Assim Falou Zaratustra, esse rebelde incorrigível alemão simplesmente arrasa com as bases da doutrina cristã de uma vez por todas. Para ler e refletir.
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CITAÇÃO
"Ele era um Deus escondido, cheio de clandestinidade. Em verdade, ele só chegou a ter um filho por vias dissimuladas. À porta de sua crença está o adultério." (pág.264)
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LIVRO: Obras Incompletas // AUTOR: Friedrich Nietzsche // Coleção Os Pensadores // volume XXXII // EDITORA: Abril Cultural // São Paulo: 1974 // 1a edição

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

SENTIMENTO E SUA ORIGEM NOS JUÍZOS POR FRIEDRICH NIETZSCHE

QUEM?
Friedrich Nietzsche (1844/1900). Notável filósofo alemão.
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COMENTÁRIO
Nietzsche era inimigo declarado das verdades absolutas. Ele sabia que ser humano é ser mutável, diverso, contraditório e não, ao contrário, estável, imutável e inabalável. Nessa passagem escolhida, vêmo-lo desconstruir um ditado popular de sua época que, de certa maneira, é válido e usado até os dias atuais. Em seu texto "Confia em teu sentimento!", que seria algo próximo de "Siga teu coração!" em nossos dias.
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Sem dúvida, trata-se de um rebelde extremamente fundamentado e talentoso elaborando uma crítica feroz contra o estabelecido, e que, além de tudo, com a pena em punho, escrevia com paixão e clareza filosófica arrebatadoras: puro deleite intelectual para o leitor reflexivo.
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CITAÇÃO
"Sentimentos e sua origem nos juízos. - 'Confia em teu sentimento!' - Mas sentimentos não são nada de último, originário, por trás dos sentimentos há juízos e estimativas de valor, que nos foram legados na forma de sentimentos (propensões e aversões). A inspiração que provém do sentimento é o neto de um juízo - e muitas vezes de um juízo falso! - e, em todo caso, não de teu próprio juízo! Confiar em seu sentimento - isto significa obedecer mais ao seu avô e à sua avó e aos avós deles do que aos deuses que estão em nós: nossa razão e nossa experiência."
(pág.171)
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LIVRO: Obras Incompletas // AUTOR: Friedrich Nietzsche // Coleção Os Pensadores // volume XXXII // EDITORA: Abril Cultural // São Paulo: 1974 // 1a edição

PULSÃO DE MORTE: A CESSAÇÃO DEFINITIVA DOS DESEJOS

QUEM?
Conceito: Jacques Lacan (1901/1981). Célebre psicanalista francês.
Aforismo: Alexandre Quaresma (1967). Escritor e editor deste blog.
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AFORIMO
"Pulsão de morte é o desejo [incontrolável*] de não ter mais desejos." (*por isso pulsão)
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COMENTÁRIO
Para Lacan toda pulsão é de morte. Isso se dá por força de uma eterna incompletude e desemparo que todo humano experimenta desde muito cedo ao perceber que é um ser individual, despregando-se deste estado confortável de plenitude e completude com o todo, e se inscrevendo num contexto de por-gozar que, de fato, nunca se conclui, nunca se completa, pois os desejos se suscedem uns aos outros indefinidamente durante toda existência humana, e a cada desejo saciado, surge imediatamente um outro objeto de desejo, substituindo uma plenitude inalcansável, e assim, este breve gozar nunca é realmente pleno, projetando o indivíduo num mar de desejos insaciáveis sucessivos que engolem literalmente os dias e as horas da vida. Assim, pulsão de morte seria um desejo de não ter mais desejos, situação impossível, já que só na morte nada mais se deseja, daí o conceito de Lacan e o aforismo deste Escriba. Da Redação.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

FRIEDRICH NIETZSCHE: SABEDORIA É CALAR

QUEM?
Friedrich Nietzsche (1844/1900). Notável filósofo alemão.
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COMENTÁRIO
Falar é fácil, difícil é fazer, ou seja, concretizar, realizar, concluir, enfim: superar. Calar, então, neste contexto, torna-se suprema sabedoria. Ver, enxergar, refletir... e calar: eis a sábia proposição deste incurável rebelde alemão chamado Friedrich Nietzsche.
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AFORISMO
"Deve-se falar somente quando não se pode calar; e falar somente daquilo que se superou - tudo o mais é tagarelice,'literatura', falta de disciplina. (pág.131)
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LIVRO: Obras Incompletas // AUTOR: Friedrich Nietzsche // Coleção Os Pensadores // volume XXXII // EDITORA: Abril Cultural // São Paulo: 1974 // 1a edição

segunda-feira, 26 de abril de 2010

UM ENREDAMENTO ABSORVENTE E APRISIONADOR POR EDGAR MORIN

QUEM?
Edgar Morin (1921). Antropólogo, sociólogo e filósofo francês.
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COMENTÁRIO
O sociólogo francês Edgar Morin é de uma clareza fantástica. Na citação, vemo-lo rezumir muito bem o enredamento absorvente e aprisionador de nossa existência neste mundo determinante formatador, que nos molda à sua imagem e semelhança, consumindo-nos sem que nem mesmo notemos. Trata-se de um grande pensador com uma pena firme e uma prosa clara. Da Redação.
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CITAÇÃO
"De fato, sofremos limitações de nosso meio natural; somos prisioneiros de nosso patrimônio genético, que produziu e determinou nossa anatomia, nossa fisiologia, nosso cérebro, logo nossa mente/espírito; estamos fechados em nossa cultura, que inscreve em nós, desde o nosso nasciemnto, normas, tabus, mitos, ideias, crenças; estamos submetidos à nossa sociedade que nos impõe leis, regras e interditos; somos mesmo possuídos por nossas ideias, que se apropriam de nós enquanto acreditamos dispor delas. Assim, somos ecológica, genética, social, cultural e intelectualmente determinados. Como poderíamos dispor de liberdade?
(pág.268)
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LIVRO: O Método 5 - a humanidade da humanidade - a identidade humana // AUTOR: Edgar Morin // EDITORA: Meridional/Sulina // Porto Alegre: 2007.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O NOSSO FUTURO PÓS-HUMANO POR FRANCIS FUKUYAMA

QUEM?
Francis Fukuyama (1952). Filósofo e economista nipo-estadunidense.
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COMENTÁRIO
Até os célebres e notáveis estão sujeitos a equívocos, isso é certo. Um bom exemplo disso foi o anúncio de Francis Fukuyama do fim da história, cujo desmentido do próprio não tardou em contradizê-lo, o que por si, como evento epistemológico, dispensa maiores comentários. Independentemente de situações desconfortáveis como essa, é justo registrar também que esse equívoco flagrante não impidiu o mesmo autor de seguir adiante e escrever um outro livro muito interessante, que é: O Nosso Futuro Pós-Humano- Consequências da revolução da biotecnologia. Na citação, vemos a preocupação latente do autor quanto ao futuro da humanidade diante do fenômeno inusitado do pós-humano e suas infindáveis consequências. Da Redação.
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CITAÇÃO
“Poderíamos assim emergir do outro lado de uma grande linha divisória entre história humana e pós-humana sem nem mesmo perceber que o divisor de águas fora rompido porque teríamos sido cegos ao que era essa essência [humana].” (pág.111)
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LIVRO: Nosso Futuro Pós-Humano // AUTOR: Francis Fukuyama // EDITORA: Rocco // Rio de Janeiro: 2003

O FUTURO DA NATUREZA HUMANA DE JÜRGEN HABERMAS: O INDIZÍVEL E INIMAGINÁVEL MUITO BEM FUNDAMENTADO

QUEM?
Jürgen Habermas (1929). Filósofo e sociólogo alemão.
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COMENTÁRIO
O futuro da humanidade, inclusos aí sua essência e natureza, sempre foi tema cativante. E a tentação de se debruçar sobre ele é uma realidade consumada. Muitos o fizeram. Todavia, sendo esta uma temática mais do que espinhosa, poucos obtiveram êxito em suas incursões. Porém, finalmente traduzido e publicado em língua portuguesa, temos a oportunidade única, e sem dúvida importante, de ter acesso a uma das mais exponenciais obras epistemológicas do século XX que trata disso: O Futuro da Natureza Humana de Jürgen Habermas. Livro interessantíssimo que, ao contrário do que parece, é de uma clareza e objetividade fantásticas. A temática abordada é a do pós-humano. O contexto é a clonagem, a eugenia, os avanços tecnocientíficos da contemporaneidade, a cultura pós-moderna do homo-sapiens-demens-economicus e consumas, que, inauguradoramente converge para um fenômeno que em si, pode mudar dramaticamente a face da humanidade.
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CITAÇÃO
“Tememos, não sem razão, que surja uma densa corrente de ações entre as gerações, pela qual ninguém poderá ser responsabilizado, já que ela transpassa de forma unilateral e na direção vertical as redes de interação contemporâneas.”
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LIVRO: O Futuro da Natureza Humana // AUTOR: Jürgen Habermas // EDITORA: Martins Fontes // São Paulo: 2004