Mostrando postagens com marcador CRENÇA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CRENÇA. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 22 de abril de 2011

ESCRIBA: UMA IMPROCEDENTE TENTATIVA DE DESQUALIFICAÇÃO DO HUMANO



QUEM?
Alexandre Quaresma (1967). Escritor e editor deste blog.
*
CRÍTICA
Os pós-humanistas que insistem em desqualificar o corpo humano ignoram, entre outras coisas, o fato de dependerem completamente desse mesmo ser biológico magnífico e extremamente complexo, até mesmo para chegarem às suas conclusões equivocadas e estapafúrdias, certo, subutilizando-o.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A CRENÇA DO ARTISTA E O INOMINÁVEL PELO NOBEL DE LITERATURA ALEXANDER SOLZHENITSYN

QUEM?******************************************************************** Alexander Solzhenitsyn (1918/2008). Romancista, dramaturgo e historiador russo. Autor do clássico antológico russo Arquipelago Gulag. **************************************************************************** COMENTÁRIO****************************************************** Alexander Solznenitsyn tinha plena consciência de sua responsabilidade de escritor quando tomava a pena para eternizar suas ideias e reflexões. Sabia que escrever era testemunhar e questionar a própria realidade a sua volta, seu tempo, sua época, e era isso mesmo que ele fazia quando compunha seus textos. Suas obras, entre outras coisas, conscientizaram o mundo quanto aos gulags, sistema de campos de trabalhos forçados existente na antiga União Soviética. Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1970 pelo conjunto de sua obra. As citações escolhidas para este post foram retiradas do texto que ele escreveu para o discurso da cerimonia de entrega do referido Prêmio, discurso esse que nunca foi proferido, pois se sentiu impossibilitado de comparecer pessoalmente à cerimonia por motivos políticos.

CITAÇÕES********************************************************** "Um artista acredita ser o criador de um mundo espiritual independente; carrega em seus próprios ombros a tarefa de criar esse mundo, de povoá-lo e assumir total responsabilidade por ele; mas desmorona sob a carga, porque nenhum gênio mortal é capaz de sustentar tanto peso. É como um homem comum que, após ter declarado ser o centro da existência, não consegue criar um sistema espiritual equilibrado. E se ele fracassar, acusará a antiga falta de harmonia no mundo, ou a complexidade da desconjuntada alma moderna, ou então a burrice do público." (pág27) **************************************************************************** "Nem tudo pode receber um nome. O significado de algumas coisas transcende as palavras. A arte pode inflamar até uma alma entrevada e regelada e levá-la a uma alta experiência espiritual. A arte nos proporciona às vezes - de maneira rápida e vaga - revelações que não podem ser fruto do pensamento racional" (pág30)

LIVRO: Uma Palavra de Verdade... // AUTOR: Alexander Solzhenitsyn // EDITORA: Hemus // Riode Janeiro: 1972 3a. edição

terça-feira, 29 de março de 2011

ROMANCE BAUDOLINO DE UMBERTO ECO: A CONCEPÇÃO DE DEUS SEGUNDO A PERSONAGEM IPÁSIA


QUEM?

Umberto Eco (1932). Escritor e semioticista.
*
COMENTÁRIO

Deus enquanto concepção e significação simbólica suprema de fé e/ou descrença sempre foi um assunto controverso e escorregadio que se encontra longe de achar repouso enquanto conclusão definitiva, até porque, seu pleno compreendimento enquanto dinâmica complexa de interação sígnica passa - inevitavelmente - pela questão basilar da subjetividade singular de cada um. Ou seja, não há como esperar devoção, por exemplo, dos que não crêem na hipótese de sua existência. Daí, dessa contingência, é que surgem as intermináveis pinimbas e desentendimentos oriundos sempre dos que desejam impor sua fé aos demais que não comungam das mesmas convicções. E, desse nó Górdio, por assim dizer, se originam todos os desentendimentos que alimentam as maiores e mais dramáticas formas de intolerância, que, por sua vez, levam aos horrores das principais guerras da história e da civilização. Na citação retirada do romance Baudolino, vemos a personagem Ipásia descrever sua concepção de Deus.
*
CITAÇÃO

"[Ipásia] Disse: 'Deus é Único, e totalmente perfeito que não se parece com nenhuma das coisas que existem e com nenhuma das coisas que não existem; não o podes descrever usando a sua inteligência humana, como se fosse alguém que se deixa levar pela ira, se és mau, ou que se ocupa de ti por bondade, alguém que tenha boca, orelhas, rosto, asas, ou que seja espírito, pai ou filho, nem mesmo de si próprio. Do Único não podes dizer que existe ou que não existe, tudo abrange mas nada é; podes nomeá-lo apenas através da dessemelhança, porque é inútil chamá-lo Bondade, Beleza, Sabedoria, Amabilidade, Potência, Justiça, seria o mesmo que chamá-lo de Urso, Pantera, Serpente, Dragão ou Grifo, pois, não importa o que disseres, nunca poderás exprimi-lo. Deus não é corpo, figura, ou forma, não tem quantidade, qualidade, peso ou leveza, não vê, não ouve, não conhece desordem e perturbação, não é alma, inteligência, imaginação, opinião, pensamento, palavra, número, ordem, grandeza, não é igualdade nem desigualdade, não é tempo nem eternidade, é uma vontade sem objetivo; procura entender, Baudolino, Deus é uma lâmpada sem chama, uma chama sem fogo, um fogo sem calor, uma luz escura, um rumor silencioso, um relâmpago sem rumo, uma escuridão luminosíssima, um raio da própria treva, um círculo que se espande contraido-se no próprio centro, uma multiplicidade solitária, é... é...'" (pág376) [...] "Vês que ainda podes tornar-te sábio, Baudolino? Disseste em certa medida. Apesar do erro, uma parte do Único permaneceu em cada um de nós, criaturas pensantes, e também em cada uma das outras criaturas, dos animais aos corpos mortos. Tudo o que nos circunda é habitado por deuses, as plantas, as sementes, as flores, as raízes, as fontes, cada um deles, embora sofrendo por ser uma péssima imitação do pensamento de Deus, não quereria mais do que reunir-se com ele. Devemos encontrar a harmonia entre os opostos, devemos ajudar aos deuses, devemos reavivar estas centelhas, estas lembranças do Único, que jazem ainda sepultadas em nossa alma e nas próprias coisas." (pág380)
*
LIVRO: Baudolino // AUTOR: Umberto Eco // EDITORA: Record, Rio de Janeiro, 2001

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A VIDA QUOTIDIANA DOS GREGOS POR ROBERT FLACELIÉRE

QUEM?
Robert Flaceliére (1904). Estudioso do grego clássico, nascido em Paris, França.
*
COMENTÁRIO
O livro A Vida Quotidiana dos Gregos de Robert Flaceliére é uma verdadeira maravilha. Lê-lo faz com que embarquemos numa extraordinária viagem de conhecimentos e cultura através do passado, retornando ao fascinante Século de Péricles nos tempos clássicos da Grécia Antiga. Como profundo conhecedor do assunto que é, o autor nos revela os pormenores da vida desses homens e mulheres que, com sua cultura inauguradora e singular, fundaram muitos dos parâmetros e alicerces civilizatórios com os quais convivemos intimamente até os dias atuais, e a importância deles na nossa própria maneira de conceber o mundo à nossa volta. Deixando de lado - extraordinariamente - essa visão deformada de uma Grécia idealizada e 'perfeita' que a maioria dos autores gosta de retratar e, ainda, abstendo-se igualmente de mergulhar muito a fundo nas obras dos grandes mestres da época - seja da filosofia, seja da proza e da lírica - esse autor se debruça com extrema habilidade e competência nos pormenores do dia a dia do grego antigo, criando assim uma imagem vívida desse povo que influenciou a humanidade desde seu longínquo tempo pregresso: 450 a 350 aC.
*
Na primeira citação, vale notar que algumas semelhanças - como as nossas feiras-livres e o Ágora grego no bairro do Cerâmico, lugar onde se fabricavam os recipientes para os dois principais produtos de exportação gregos, o azeite e o vinho - fazem-se tão gritantes, que fica difícil acreditar que quase 2.500 anos se passaram de lá para cá. Sobre os valores, vemos que, acima de tudo, como valor supremo, vigora o culto cultura à liberdade. Veremos também neste post a fundação da primeira escola de filosofia, e também a origem da pederastia na Grécia provando que o referido assunto se encontra emaranhado histórica e culturalmente com infindáveis outros aspectos da vida quotidiana grega antiga. Sem dúvida, curiosidades fabulosas dessa enorme e belíssima confusão antroposociocultural a qual chamamos 'civilização'.
*
Nas citações, escolhidas a dedo nesta belíssima obra, vemos várias passagens que compoêm um riquíssimo mosaico desta surpreendente cultura antiga que tanto marcou a história e os tempos da civilização humana na Terra, e que são o reflexo claro dessa excelente obra histórica e literária do estudioso francês Robert Flaceliére.
*
Leitura fina constituída na erudição e no esclarecimento, numa prosa elegante e objetiva de um verdadeiro conhecedor do tema, na qual o atento Leitor - caso queira - poderá se deliciar, enquanto se torna, de quebra, mais informado e ilustrado acerca do que os gregos significaram para nós, pós-modernos.
*
Da Redação.
*
CITAÇÕES
Sobre o Ágora e sua diversidade sígnica e cultural:
"Todos os que dispõem de qualquer coisa para vender, escravos munidos de tecidos que acabam de fabricar, artífices do Cerâmico, de Mélite ou do Escabonidai, camponeses vindos das suas aldeias, antes do alvorecer, gentes de Mégara, tocando na sua frente os porcos, pescadores do lago Cópias, cruzam-se em todos os sentidos. Através das alamedas arborizadas, vão até os bairros que se dedicam às diversas mercadorias e que são separados por vedações móveis.Uns após os outros, de acordo com as hóras fixadas pelo regulamento, vão abrindo o mercado dos legumes, das frutas, do queijo, do peixe, da carne e dos enchidos, da criação e da caça, do vinho, da lenha, das loiças, dos objetos em segunda mão e das ferragens. Há até um canto para os livros. Cada mercador tem o seu lugar, assegurado por pagamento legal, à sombra de um toldo grande, ou de um guarda-sol, debaixo do qual expõe a sua mercadoria em cima de cavaletes perto do seu carro e dos animais em repouso. Os fregueses circulam, sãointerpelados: moços de recados e carregadores oferecem os seus serviços. Gritos, pragas e questões: os agorânomos não sabem a quem hão-de escutar. Quando os mercados ao ar livre se encontram fechados, a clientela dirige-se ao mercado coberto, um verdadeiro bazar à oriental, cujo fundo é ocupado pelos balcões." (pág.151)
*
Sobre valores:
"Para os Gregos, enamorados da liberdade, depender de outrem para granjear o pão de cada dia, significava escravidão intolerável." (pág.131)
*
Sobre a fundação da primeira escola de filosofia na Academia:
"Foi cerca de vinte anos depois de ele (Sócrates) ter bebido cicuta em 387 (aC.), o ano em que 'a paz do Rei' trouxe às cidades gregas uma certa tranquilidade, que Platão fundou a sua escola no ginásio da Academia. O professor e os seus discípulos procuravam em conjunto a verdade em longas discussões 'dialéticas', das quais os diálogos platônicos nos oferecem uma transposição literária. Mas não nos enganemos: essa espécie de universidade, a primeira que se abriu na Grécia, não era unicamente um local de ensino intelectual; era, ao mesmo tempo, uma espécie de comunidade religiosa, como a escola pitagórica, onde os filósofos e aprendizes de filósofo, unidos no culto das Musas, mas também pela memória do prestigioso Sócrates, se esforçavam por levar uma vida de grande pureza, a vida que prepara a alma, desembaraçada das impurezas do corpo, a subir após a morte à contemplação de Deus. A 'vida filosófica', com efeito, é uma preparação para a morte: absorve completamente o ser. É certo que Platão se não desinteressa da cidade terrestre, da qual traça o plano ideal (e utópico) na República e nas Leis, mas visa igualmente mais alto e mais longe - ao destino celeste do homem." (pág.129-130)
*
Sobre a pederastia e o amor homosexual masculino como parte importante da cultura grega:
"Por muito desagradável que seja este assunto, é impossível passá-lo em claro: o amor dos rapazes desempenhou um papel demasiado importante na educação grega. Verifica-se, até, que a palavra 'amor' (eros) raramente se vê empregada nos textos da época clássica quando se trata da atração normal dos sexos e que a reservam quase exclusivamente ao amor homosexual. Um poeta como Ésquilo, que nunca representa no teatro o assunto dos Mirmidões o amor carnal de Aquiles e Pátroclo (quando a Ilíada apenas imaginou entre os dois heróis uma amizade calorosa mas pura). A tradição era tão forte na Grécia, nesse ponto, e tão persistente que, ainda na época romana, Plutarco, embora fosse ele próprio excelente marido e chefe de família numerosa, há-de crer-se obrigado a consagrar muitas páginas do seu Diálogo Sobre o Amor à demonstração de que as jovens, no fim de contas, também como os rapazes, eram capazes de inspirar um sentimento apaixonado! Argumentar-se-á que este estado de coisas provinha, em Atenas, do facto de as raparigas viverem reclusas e serem iletradas. Mas, em Esparta, onde elas se mostravam em público seminuas e onde os rapazes pouco cultivavam a inteligência, a pederastia abundava (ou calsava estragos) mais profunda e abertamente do que em Atenas. Em compensação, é inegável que a nudez dos jovens em casa do pedótriba favoreceu a pederastia. As numerosas pinturas de vasos, que representavam crianças e efebos praticando a ginástica, possuem inscrições do tipo de calos, que são outras tantas dedicatórias à 'formosos rapazes'. Mas é preciso ir mais longe. H.-I. Marrou teve razão - creio - em insistir sobre a origem militar da homosexualidade na Grécia. Limitou-se, de princípio, esta, em sua opinião, a ser uma forma de 'camaradagem guerreira' que viria a sobreviver à Idade Média helênica, mas se conservaria melhor nos estados dórios, que conheceram uma 'ossificação' arcaizante das suas instituições. Tudo se passa, de resto, aparentemente como si os próprios dórios tivessem levado esses custumes para Élade. A cidade grega, mesmo evoluída como a Atenas do século de Péricles, continua a ser um 'clube de homens', 'um meio masculino' interdito ao outro sexo, no qual a dedicação apaixonada de um homem (o erasta) e de um adolecente de doze a dezoito anos (o erómena) pode ser fomentadora de nobres sentimentos de honra e de coragem. O famoso 'batalhão sagrado' de Tebas, no século IV, é um exemplo típico da bravura colectiva sustentada e simentada por 'amizades especiais'. (pág.123-124).
*
LIVRO: A Vida Quotidiana dos Gregos no Século de Péricles // AUTOR: Robert Flaceliére // EDITORA: Livros do Brasil // Lisboa: 1937.

sábado, 11 de setembro de 2010

NIETZSCHE: CRÍTICA AOS FUNDAMENTOS DA LIBERDADE CIVILIZADA

QUEM?
Friedrich Nietzsche (1844/1900). Filósofo niilista alemão.
*
COMENTÁRIO
O que significa liberdade? O termo, o verbo, mas também sua essência e significado mais pleno que reside aí, nele, e que, de certa forma, implica-nos irreversivelmente a todos num enredamento invisível e extremamente absorvente. Tudo para que os homens e mulheres desse pobre e miserável mundo pudessem se amontoar e se digladiar na infame vida em sociedade. As cidades, os rebanhos, as multidões bovinas, as guerras, as crenças, as farsas, enfim, a hipocrisia humana.
*
CITAÇÃO
"Pois o que é liberdade? Ter a vontade de responsabilidade própria. Manter firme a distância que nos separa. Tornar-se indiferente a cansaço, dureza, privações, e mesmo à vida. Estar pronto a sacrificar à sua causa seres humanos, sem excluir a si próprio. Liberdade significa que os instintos viris, que se alegram com a guerra e a vitória, têm domínio sobre outros instintos, por exemplo, sobre o da 'felicidade'. O homem que se tornou livre, e ainda mais o espírito que se tornou livre, calca sob seus pés a desprezível espécie de bem-estar com que sonham merceeiros, cristãos, vacas, mulheres, ingleses e outros democratas." (pág.349)
*
LIVRO: Obras Incompletas // AUTOR: Friedrich Nietzsche // Coleção Os Pensadores // volume XXXII // EDITORA: Abril Cultural // São Paulo: 1974 // 1a edição

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O CRENTE E O ESPÍRITO LIVRE SEGUNDO FRIEDRICH NIETZSCHE

QUEM?
Friedrich Nietzsche (1844/1900). Notável filósofo alemão.
*
COMENTÁRIO
Nietzsche era inclemente com os imbecis. O tolos, ingênuos e cândidos (mesmo os volterianos) não tinham melhor sorte com ele. Na passagem extraída do livro Gaia Ciência vemos esse brilhante filósofo alemão niilista esbanjar seu talento e tino filosófico desalojando toda certeza crédula de falsos dogmas, transportando-as para um universo de ceticismo ateu desesperado, amparado sempre e apenas pela velha razão e experiência: grandes mestras e companheiras de jornada de todo filósofo, seja ele amador ou profissional.
*
CITAÇÃO
"Onde um homem chega à convicção fundamental de que é preciso que mandem nele, ele se torna 'crente'; inversamente, seria pensável um prazer e força da autodeterminação, uma liberdade da vontade, em que um espírito se despede de toda crença, de todo desejo de certeza, exercitado, como ele está, em poder manter-se sobre leves cordas e possibilidades, e mesmo diante de abismos dançar ainda. Um tal espírito seria o espírito livre par execellence."(pág.223)
*
LIVRO: Obras Incompletas // AUTOR: Friedrich Nietzsche // Coleção Os Pensadores // volume XXXII // EDITORA: Abril Cultural // São Paulo: 1974 // 1a edição

FRIEDRCH NIETZSCHE: O PERFIL DE CLANDESTINIDADE DO DEUS CRISTÃO

QUEM?
Friedrich Nietzsche (1844/1900). Notável filósofo alemão.
*
COMENTÁRIO
Nietzsche tinha um língua extremamente afiada. Seu pensamento, não menos poderoso, exibia e ostentava em igual potência seu ceticismo e poder crítico descomunais, ainda mais quando o assunto era fé, crença e valores e outros espinhos.
*
Aqui, nessa mordaz passagem de Assim Falou Zaratustra, esse rebelde incorrigível alemão simplesmente arrasa com as bases da doutrina cristã de uma vez por todas. Para ler e refletir.
*
CITAÇÃO
"Ele era um Deus escondido, cheio de clandestinidade. Em verdade, ele só chegou a ter um filho por vias dissimuladas. À porta de sua crença está o adultério." (pág.264)
*
LIVRO: Obras Incompletas // AUTOR: Friedrich Nietzsche // Coleção Os Pensadores // volume XXXII // EDITORA: Abril Cultural // São Paulo: 1974 // 1a edição

sexta-feira, 9 de julho de 2010

AS MULTIPLICIDADES ORGANIZACIONAIS E SOCIAIS DA VIDA GREGÁRIA

QUEM?
Ralph Linton (1893/1953). Antropólogo norte-americano. Autor de Cultura e Personalidade e O Homem: Uma introdução à antropologia.
*
COMENTÁRIO
Em meio à teoria antropológica profunda, Ralph Linton nos propõe noções de realidade bastante críticas e contundentes para as manifestações culturais que tal doutrina se inclina a estudar. Um pensador competente com uma prosa clara: eis a fórmula do sucesso - digo - do pleno deleite do leitor instruído.
*
CITAÇÃO
"A cidade moderna [1936], com sua multiplicidade de organizações de toda espécie, dá a imagem de uma massa de indivíduos que perderam seus bandos e estão tentando, de maneira incerta e tateante, substituí-los por alguma outra coisa." (pág226)
*
LIVRO: O Homem: Uma introdução à antropologia // AUTOR: Ralph Linton // EDITORA: Martins Fontes // SãoPaulo: 1987 (12a edição brasileira) // IMAGENS: Alexandre Quaresma
*

terça-feira, 6 de julho de 2010

A MENOPAUSA SOBRENATURAL DA MULHER COMANCHE PELA PENA DE RALPH LINTON

QUEM?
Ralph Linton (1893/1953). Antropólogo norte-americano. Autor de Cultura e Personalidade e O Homem: Uma introdução à antropologia.
*
COMENTÁRIO
A vida é constituída e configurada segundo uma série complexa de crenças e valores. Os Comanches acreditavam que as mulheres só deviam ter contato com o mundo do além depois de chegarem a uma certa idade. E assim o era. Por quê? Peculiaridade cultural da sociedade em questão.
*
CITAÇÃO
"Assim, as mulheres Comanche ficavam liberadas, depois da menopausa, da proibição de lidar com o sobrenatural. Tinham permissão para manejar os objetos sagrados, adiquirir poder por meio de sonhos e entregar-se às práticas dos xamãs, coisas que eram proibidas às mulheres que ainda estavam em idade de procriar." (pág122)
*
LIVRO: O Homem: Uma introdução à antropologia // AUTOR: Ralph Linton // EDITORA: Martins Fontes // SãoPaulo: 1987 (12a edição brasileira)