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sexta-feira, 21 de maio de 2010

A MORTE ATRAVÉS DA PENA COMPETENTE DO SOCIÓLOGO FRANÊS EDGAR MORIN

QUEM?
Edgar Morin (1921). Antropólogo, sociólogo e filósofo francês.
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COMENTÁRIO
A morte é, sem dúvida e sem trocadilhos, mortificante. Evitando as meias palavras, traz consigo época de trevas e horror: desagregação, em todos os sentidos. Qualquer tentativa de comentário além disso adentraria, sem dúvida, um universo sombrio e nefasto, cujo entendimento e compreensão estão longe de nós: humanos. Deixemos então que fale sobre ela o mestre Edgar Morin.
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CITAÇÃO
“A morte é o buraco negro desvelado desde a pré-história pela consciência racional. Mas esse buraco negro engolirá as consequências racionais dessa consciência.” (pág.124)
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LIVRO: O Método 5 - a humanidade da humanidade - a identidade humana // AUTOR: Edgar Morin // EDITORA: Meridional/Sulina // Porto Alegre: 2007.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

UM ENREDAMENTO ABSORVENTE E APRISIONADOR POR EDGAR MORIN

QUEM?
Edgar Morin (1921). Antropólogo, sociólogo e filósofo francês.
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COMENTÁRIO
O sociólogo francês Edgar Morin é de uma clareza fantástica. Na citação, vemo-lo rezumir muito bem o enredamento absorvente e aprisionador de nossa existência neste mundo determinante formatador, que nos molda à sua imagem e semelhança, consumindo-nos sem que nem mesmo notemos. Trata-se de um grande pensador com uma pena firme e uma prosa clara. Da Redação.
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CITAÇÃO
"De fato, sofremos limitações de nosso meio natural; somos prisioneiros de nosso patrimônio genético, que produziu e determinou nossa anatomia, nossa fisiologia, nosso cérebro, logo nossa mente/espírito; estamos fechados em nossa cultura, que inscreve em nós, desde o nosso nasciemnto, normas, tabus, mitos, ideias, crenças; estamos submetidos à nossa sociedade que nos impõe leis, regras e interditos; somos mesmo possuídos por nossas ideias, que se apropriam de nós enquanto acreditamos dispor delas. Assim, somos ecológica, genética, social, cultural e intelectualmente determinados. Como poderíamos dispor de liberdade?
(pág.268)
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LIVRO: O Método 5 - a humanidade da humanidade - a identidade humana // AUTOR: Edgar Morin // EDITORA: Meridional/Sulina // Porto Alegre: 2007.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O VALOR DA VIDA POR HANS JONAS

QUEM?
Hans Jonas (1903/1993). Filósofo alemão.
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COMENTÁRIO
Uma das principais qualidades de um filósofo é propor sempre novas questões. Mantendo inabalável a certeza plácida de não encontrar as respostas procuradas, além, é claro, de deparar-se pelo caminho com novas perguntas e problematizações. Como nos ensina Edgar Morin, problematizar implica em novas problematizações, que implicam outras problematizações, numa espécie de anel recursivo interminável (EDGAR MORIN 2007:299). Na citação escolhida, extraída do livro O Princípio Responsabilidade - Ensaio de uma ética para a civilização tecnológica, vemos Jonas, este brilhante e respeitado pensador da contemporaneidade, exibir outras duas qualidades - diria eu - imprescindíveis a um filósofo e a uma boa reflexão: clareza e concisão. Da Redação.
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CITAÇÃO
"Todo o Ser vivente é seu próprio fim, e não tem necessidade de outra justificativa qualquer.” (pág.175)
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LIVRO: O Princípio Responsabilidade - Ensaio de uma ética para a civilização tecnológica // AUTOR: Hans Jonas // EDITORA: PUC-Rio // Rio de Janeiro: 2006.

A CONSCIÊNCIA HUMANA POR EDGAR MORIN

QUEM?
Edgar Morin (1921). Antropólogo, sociólogo e filósofo francês.
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COMENTÁRIO
Edgar Morin pensa e escreve muito bem. Seus textos contêm aspectos lúdicos e didáticos que fazem o leitor literalmente viajar na teoria como se estivesse lendo um romance. Suas postulações são impregnadas de sentimento e afetividade, e sua clareza chega a ser espantosa. Como recurso literário, utiliza-se de analogias e metáforas brilhantes. A citação escolhida que versa sobre a consciência humana - flor rara - foi compilada do seu livro O Método 5 - a humanidade da humanidade - a identidade humana. Para ler e refletir.
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CITAÇÃO
"Frágil e incerta como a chama de uma vela, pisca, oscila, pode desaparecer ou iluminar-se. O menor sopro pulsional pode apagá-la; corre o risco de ser alterada por um mínimo desarranjo químico da maquinaria cerebral. Trata-se de uma vigilante vacilante, acima das formidáveis e múltiplas atividades inconscientes do organismo, do cérebro, da sociedade, da história. Nascida na história, vivendo a sua história, submetida à história, um golpe de vento histórico e histérico pode apagá-la." (pág.114)
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LIVRO: O Método 5 - a humanidade da humanidade - a identidade humana // AUTOR: Edgar Morin // EDITORA: Meridional/Sulina // Porto Alegre: 2007.